Com o recente lançamento do Windows 7 muitos usuários continuam receosos em migrar para o novo SO e abandonar o bom e velho Windows XP, especialmente levando em consideração a enorme decepção com o Windows Vista. Com o intuito de dirimir eventuais dúvidas, encontrei no 'Baixaki' e posto a seguir, um excelente artigo que levantando prós e contras auxiliam o usuário a chegar numa decisão final.
• Facilidade para encontrar arquivos
Se você deseja encontrar um arquivo “perdido” em seu Windows XP, poderá pressionar a tecla F3 e, através de um sistema de pesquisa nada funcional, realizar uma busca. O Windows 7 disporá de duas ferramentas para isso. Uma é bastante conhecida dos usuários do Vista: a barra de pesquisa rápida presente no Menu Iniciar. Digite termos para pesquisa, execute comandos e tudo mais.
O Windows 7 possui um sistema de indexação de bibliotecas, que organiza tudo por tipos de arquivo. Ali você poderá configurar as próprias pastas e, desta forma, terá todos os arquivos do gênero, de todo os cantos do seu HD, presente em único lugar. A busca ali segue o mesmo padrão da busca do Windows Vista, conforme você vai digitando o termo, os resultados vão aparecendo.
• Suporte a Blu-ray
A mídia Blu-ray tem se tornado cada vez mais comum e o Windows 7 já embarca nessa onda, sendo o primeiro SO da Microsoft a suportar nativamente leitura e gravação deste tipo de discos. Isso significa que você só precisará do hardware para criar e copiar discos em Blu-ray.
• Action Center
Inserido no Windows XP como Windows Security Center, a central de segurança do Windows é reformulada e ganha um novo nome: Action Center. Sua capacidade foi expandida, com informações mais amplas e precisas sobre a segurança de seu sistema, notificando os usuários de problemas e fornecendo um monitoramento do status do sistema, bem como informações para manutenção.
• Segurança na hora de instalar programas
No Windows Vista já se via uma ferramenta deste tipo, o Controle de Conta de Usuário, que emitia avisos e pedia confirmações sempre que algo estava prestes a ser instalado. Isso tem um sentido funcional: realmente confirmar a procedência dos aplicativos que serão agregados em seu sistema. Contudo, sua presença incomodava um pouco e isso foi melhorado no Windows 7.
Não será preciso mais desativar todo o controle e ficar exposto a alguns riscos (principalmente quando não se tem total certeza da procedência de softwares que serão instalados em sua máquina), pois ele está mais inteligente e menos chato. É mais um ponto pro 7!
• Visual melhorado
Se você já se derretia pelo visual do Vista, vai se encantar ainda mais com o do Windows 7! Aqui o esquema de ícones foi reformulado e você conta com uma estilização ainda maior de toda a parte visual do sistema. Além disso, as novas janelas podem ser encaixadas em qualquer lugar da Área de Trabalho.
• Device Stage
A Microsoft dá um pequeno passo rumo à resolução de problemas com a instalação de hardware nas máquinas com o Windows 7. Apesar da grande popularidade dos dispositivos plug&play (como pendrives), ainda se encontra dificuldades para instalar impressoras e modens, por exemplo, em seu computador com Windows.
Para isso foi criado o Device Stage, no qual poderão ser encontrados menus inteligentes e mais intuitivos para a instalação destes dispositivos. Contudo, isso só funciona se as empresas fabricantes de hardwares fizerem sua parte e também criarem aplicativos compatíveis com esse novo sistema (elas são responsáveis pelo desenvolvimento dos “menus mais intuitivos”). O problema não foi resolvido, mas foi compartilhado.
• Pequenas redes, configuração simples
Finalmente a Microsoft resolveu facilitar a vida de seus usuários na hora em que estes precisam criar pequenas redes. No 7 será muito mais simples configurar redes pequenas (ideal para pequenas empresas ou residências), pois ele possui um painel de controle específico para criação e gerenciamento destes núcleos de trabalho.
• Janelas transparentes em um clique
O Aero Peek, uma “evolução” da interface Aero, inaugurada no Windows Vista, também chama atenção e merece destaque. No 7, ao posicionar o cursor do mouse sobre um ícone específico deste recurso, todas as janelas ficarão transparentes e você poderá visualizar o que acontece em sua Área de Trabalho. As janelas não chegam a sumir por completo, pois será possível visualizar seu contorno, mas ficam transparentes.
• Minimizar janelas com uma sacudida
No Windows 7 será possível minimizar janelas (qualquer janela) com apenas uma sacudida. É o que possibilita o novo recurso chamado de Aero Snap. Clique na barra de título das janelas e dê uma sacudida para que sejam minimizadas. Simples, não? Além disso, esse recurso permitirá ajuste automático de tamanho da janela para que duas janelas possam ficar abertas lado a lado em seu desktop.
• Jump Lists
As Jump Lists, presentes no Windows 7, são uma evolução do recurso “Documentos recentes” de outras versões do Windows, que exibiam os documentos abertos/utilizados recentemente. A lista que era exibida se renovava rapidamente, afinal eram mostrados somente os 10 últimos aplicativos (e alguns, na verdade, nem apareciam ali).
No 7 este recurso foi reorganizado e agora exibirá os arquivos separados por tipo, ou seja, arquivos de texto, planilhas, imagens e tudo mais. Assim ficará mais fácil encontrar o que você deseja e mais difícil “perder” os arquivos que você usou recentemente, tudo isso sem limite e muito bem organizado.
• Acesso remoto direto
O recurso DirectAccess, presente no Windows 7, pretende facilitar o acesso remoto a máquinas e também o acesso remoto direto (e com segurança) a redes sem a necessidade de uma rede privada virtual (VPN). Essa é uma solução empresarial e só funciona se o 7 for utilizado em conjunto com o Windows Server 2008 R2.
• BitLocker-to-Go
Criptografia nativa de arquivos já estava presente no SO da Microsoft desde o Vista, mas neste sistema só eram permitidas a criptografia de volumes de drives presentes em seu sistema operacional. No Windows 7 será permitido realizar a mesma tarefa também em volumes presentes em dispositivos removíveis.
• Preço
A Microsoft divulgou em junho deste ano os preços dos pacotes de sua nova versão de SO:
- Home Premium – US$199,99
- Professional – US$299,99
- Ultimate – US$319,99
Para quem já possui alguma licença do XP ou do Vista e deseja apenas atualizar seu sistema pagará valores um pouco menores:
- Home Premium – US$ 119,99
- Professional – US$199,99
- Ultimate – US$219,99
Se pegarmos a cotação de hoje do dólar (aproximadamente R$1,78), encontraríamos o Windows 7 mais barato para compra cheia por, pelo menos R$ 356,00 e para atualização no valor de no mínimo R$213,00. Ou seja, um valor um tanto quanto salgado e se analisarmos alguns dos próximos pontos, não migrar de SO faz ainda mais sentido.
• Suporte ao XP até 2014
A empresa de Bill Gates já descontinuou suporte para o Windows XP, contudo, até abril 2014 ainda serão lançados pacotes de correção para este sistema. Isto significa que os usuários do XP ainda terão quase 5 anos de suporte técnico, o que garantirá, dentre outras coisas, um fortalecimento da segurança de seu computador.
• Windows 7 será padrão em novos PCs
Provavelmente daqui a poucos anos o Windows 7 será padrão nos novos computadores (desktops ou netbooks), ou seja, se você adquirir uma nova máquina ela já virá com o novo sistema operacional da Microsoft instalado e você terá pago por isso juntamente com o montante da máquina, o que significa que investir em uma licença agora pode ser desperdício de grana.
• O mundo está na internet
Se o seu mundo está na internet, o sistema operacional utilizado pouco importa. Email, redes sociais, mensageiros instantâneos, agenda, jogos e muito mais podem ser acessados sem praticamente nenhuma instalação. Se você é uma dessas pessoas cuja a vida está praticamente toda na rede mundial de computadores, migrar para o 7 não é algo muito útil ou necessário.
• Mudança = reconfiguração = trabalheira danada!
Provavelmente o seu computador com Windows XP está configurado do jeito como você gosta, com tema, papel de parede, posicionamento de ícones, programas instalados, atalhos na Área de Trabalho, extensões para o Firefox e tudo mais. Todos os dias, quando você liga o computador, já sabe o que fazer e não tem a necessidade de organizar nada.
Ao instalar um novo sistema operacional em sua máquina será mais do que necessário reconfigurar tudo! Baixar os mesmos programas novamente, adicionar/remover atalhos, encontrar aquelas extensões que tornam o navegador ainda melhor e muito mais! Isso, sem dúvida, tomará um tempo e dará um bom trabalho para você, o que faz pensar se realmente é útil mudar de SO.
• Aero pode sobrecarregar a placa de vídeo
Tudo bem que alguns testes existentes na internet apontaram o 7 como um sistema mais rápido que seus predecessores. Mas em tarefas mais cotidianas o novo sistema pode sair perdendo para o XP, pois seu sistema Aero, em certos momentos, pode acabar sobrecarregando a placa de vídeo, o que deixará seu PC mais lento. Mais uma desvantagem da migração.
Fonte - Baixaki
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Em abril, o governo vai dispor para consulta pública o novo texto da Lei dos Direitos Autorais, que atinge novas tecnologias e é combatido por entidades arrecadadoras.
Dramaturgos, compositores, músicos, atores, diretores, pintores, escultores: todos os que têm direito de receber por eventuais reproduções de suas obras estão em compasso de espera. Sairá no início do próximo mês, da Casa Civil, o novo texto que altera a Lei do Direito Autoral no País. Ainda em meados de abril, segundo o Ministério da Cultura, a legislação será disposta para consulta pública na internet e depois vai ao Congresso.
A maior mudança, como já foi adiantado pelo Estado em novembro, é a criação do Instituto Brasileiro do Direito Autoral (IBDA), órgão público destinado a fiscalizar e dar transparência à atuação das entidades arrecadadoras.
Mas o documento aborda também questões criadas pela tecnologia e pelos novos processos de reprodução de obras. Pela legislação atual (Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998), por exemplo, copiar um livro inteiro não é permitido (apenas trechos). A nova lei vem com mecanismos de flexibilização – se a pessoa faz a cópia para uso privado ( “de qualquer obra legitimamente adquirida”), pode reproduzir um livro inteiro, que não estará mais cometendo crime. Também será permitida a cópia de livro ou disco com edições esgotadas (há muito fora de catálogo e que não se encontre no mercado por no mínimo 5 anos).
A fotocópia terá um capítulo específico na lei. O download de discos, filmes e livros, se feito de uma fonte não legalizada, continua passível de criminalização. A legislação deve incluir a possibilidade do sample musical – a permissão do uso de trechos de uma obra para a construção de novas obras. “É inexorável. O sample veio para ficar, já se utiliza largamente isso em várias linguagens”, disse Marcos Alves, diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (MinC), que coordena a mudança.
As empresas de comunicação também entram na lei. Entre as novas regras, consta a seguinte: um jornal só terá direitos sobre um artigo publicado de um jornalista durante 20 dias (a menos que o autor tenha assinado contrato específico).
Novos marcos legais são defendidos no mundo todo. No Japão, a cada quatro anos a legislação é revisada. “Há um descompasso entre o que as pessoas fazem e o que a lei prevê”, diz o advogado americano Lawrence Lessig, criador do Creative Commons – entidade que defende menos rigidez e uma “território livre” no direito autoral. Mas o Ministério da Cultura já não é mais um entusiasta do Creative Commons desde que Gilberto Gil saiu da pasta. “O apoio ao Creative Commons era uma posição de Gil enquanto artista, não ministro”, explica Juca Ferreira, atual ocupante do cargo. “A internet não é território livre, demanda autorização dos titulares, assim como o print”, diz Marcos Alves, do MinC.
O advogado Roberto Corrêa de Mello, presidente da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus, entidade com 23 mil associados, entre eles Ivete Sangalo, Caetano e Tom Zé) e diretor da Associação Brasileira de Direito Autoral (ABDA), fala em “dirigismo”, “intervencionismo” e “ideologia governamental”. Corrêa acusa a política de direitos intelectuais defendida pelo governo de estar “claramente atrelada aos interesses das empresas de conteúdo”.
“O que a gente vê é uma voracidade danada do Estado de entrar no negócio do direito privado. Tudo pelo que a gente lutou durante 30 anos cai por terra. Porque tudo que era nitidamente antropocêntrico, de direito privado, está sofrendo uma ingerência, como se isso fosse público”, diz Corrêa.
“Essa proposta de alteração representa a evolução do retrocesso”, afirma Dalton Morato, consultor jurídico da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Segundo ele, a atual lei, de 1998, foi fruto de uma recomendação internacional, após assinatura de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), “tendo em vista o ambiente de desrespeito ao direito autoral que vigorava na época”. Segundo Morato, que defende 126 associados, “a relação entre autor e editor não carece de intervenção do Estado. E os autores não querem.”
“A maior queixa dos artistas junto ao ministério é o fato de a arrecadação dos direitos autorais ser feita sem nenhum controle. Quase todos se sentem lesados nesse processo. Pode até não ser, mas a falta de transparência cria um clima de desconfiança e falta de transparência no processo”, disse ao Estado o ministro da Cultura, Juca Ferreira. “A gente não quer fazer arrecadação, existem estruturas para fazer isso. Existia o Conselho Nacional dos Direitos Autorais, que acompanhava, dava garantias ao artista de que o direito autoral era transparente, era justa a coleta e a redistribuição do pagamento do trabalho. Hoje isso não tem. Então é preciso criar esse mecanismo”, defendeu.
O Que Vai Mudar
SEDE: A criação do Instituto Brasileiro do Direito Autoral (IBDA), com sede em Brasília, ocorrerá 120 dias após a sanção da lei, para fiscalizar e para disciplinar a arrecadação de recursos.
XEROCAR: Se uma pessoa faz uma cópia de um livro inteiro, para uso privado, desde que a obra tenha sido legitimamente adquirida, não estará mais cometendo um crime.
ESGOTADOS: Também será permitida a cópia de livro ou disco com edições esgotadas (fora de catálogo e do mercado por no mínimo 5 anos).
TEMPO PROTEGIDO: O prazo de proteção de obra coletiva será de 70 anos, mas não a partir da morte dos autores, e sim de sua publicação.
Fonte: Estadão
Microsoft, Yahoo e Amazon decidiram se unir para impedir que o Google siga com seu projeto de criar o que seria a maior biblioteca virtual do mundo. A entrada de três das mais famosas empresas de tecnologia do mundo na briga pode mudar os rumos de um acordo judicial entre o gigante de buscas e as editoras. A decisão final deve sair no próximo dia 4 de setembro.
Batizado de Open Book Alliance, o grupo é encabeçado pelo Internet Archive, concorrente e crítico de longa data do Google Books. A idéia é barrar o acordo que dá ao Google os direitos digitais de milhões de livros protegidos ao redor do mundo, sob o argumento de que o contrato pode minar a competição no mercado de livros virtuais.
A Internet Archive tem se oposto publicamente ao acordo firmado em 2008 entre o Google e editoras e autores e já digitalizou mais de 1,5 milhão de livros, tornando todos disponíveis de graça.
“O Google está tentando monopolizar o sistema de bibliotecas. Se o acordo for fechado, eles realmente serão ‘a’ biblioteca e a única biblioteca”, afirmou Brewster Kahle, fundador da Internet Archive.
“Acreditamos que, se (o acordo) for aprovado, o Google conseguirá um monopólio sancionado pela Justiça e a exploração de uma coleção ampla de livros do século 20″, afirmou Peter Brantley, diretor de acesso da Internet Archive.
A Fundação Electronic Frontier e a organização americana de defesa dos direitos do consumidor Consumer Watchdog, entre outros, enviaram uma carta ao Google para pedir que a companhia garanta aos americanos que “vai manter a segurança e liberdade que frequentadores de biblioteca tem há tempos: para ler e aprender sobre qualquer coisa sem se preocupar se há alguém observando ou se seus passos poderão ser seguidos”.
Caso o projeto seja aprovado, o Google oferecerá acesso gratuito a alguns livros e ficará com 30% da venda de outros, como parte do acordo com as editoras e os autores.
Fonte:
• BBC Brasil
• Veja
Processadores de 32 núcleos, como isso é possível?
A multiplicação dos cores é a nova tendência para a evolução dos processadores, mas onde isto pode chegar?
Feliz com seu processador dual core ou ainda sonhando com os de 3 ou 4 núcleos? Ambos já têm seu lugar reservado em um museu para daqui alguns anos, pois a arquitetura dos processadores evolui com tamanha velocidade que modelos octo core já estão chegando ao mercado e em pouco tempo os de 12, 16 e até mesmo 32 núcleos estarão à venda. Como isto é possível, o que esta proliferação de cores pode proporcionar e quando estes modelos poderão ser vistos em plena atividade?
Antes de descobrir quais as aplicações destas novas tecnologias de processamento, acompanhe um breve apanhado da evolução dos processadores para que sua projeção se torne mais consistente. Somente então cabe descrever as múltiplas tarefas que tais processadores serão capazes de desempenhar e prever sua chegada ao mercado.
Multicore, o que são?
Já reparou como em poucos anos a tecnologia dos processadores deixou de evoluir a frequência para focar o desenvolvimento dos núcleos múltiplos? O aumento da velocidade resulta sempre no aumento da temperatura, um problema cada vez maior a ser contornado. Um único núcleo funciona ainda como uma espécie de gargalo, obrigando o processador a se concentrar em uma única atividade de cada vez.
Por outro lado, dividir a central de processamento em vários núcleos resulta em uma queda significativa na temperatura, possibilitando um caminho muito mais amplo para a evolução dos processadores. Também é possível dedicar uma tarefa diferente para cada núcleo, além do evidente ganho em desempenho, isto resulta em uma maior versatilidade da máquina.
À medida que as dimensões de seus componentes diminuem, os processadores caminham para a multiplicação de núcleos. Não se trata de uma projeção, esta é uma tendência real que reflete o rumo de todas as empresas do ramo.
Quantos núcleos seu computador possui?
Processadores de 2 núcleos já se tornaram bastante comuns e os de 3 e 4 núcleos já podem ser adquiridos a preços bastante convidativos. Como isto é possível, se tratando de uma tecnologia de ponta? A resposta é simples: os quad-cores estão prestes a serem superados pelos processadores de 8 núcleos. Isto mesmo, os modelos octonucleares já começam a ser vendidos no final de 2009 ou início de 2010, marcando um novo capítulo para a guerra dos “cores” entre a Intel e a AMD.
Baseado na mesma tecnologia empregada na família de processadores i7, o que há de mais robusto atualmente, o Nehalem é o primeiro processador da Intel a trabalhar com 8 unidades de processamento. Já a AMD investe na arquitetura Montreal para abrigar seu primeiro modelo octonuclear e garantir seu lugar na disputa. Ambos contam com processadores de 45 nanômetros, a mesma dimensão empregada nos modelos quad cores atuais.
As duas empresas trabalham ainda no desenvolvimento de processadores de 32 nanômetros ainda em 2010 ou 2011. Já para 2012, os projetos de 22 nm deverão ganhar lugar nas prateleiras e nas primeiras máquinas de usuários. Em plena corrida dos cores, a dimensão dos processadores será reduzida pela metade dentro de poucos anos. Qual o resultado disto?
A multiplicação dos cores
Além dos 8, 12, e até os 16 núcleos em um único processador, antes do seu adiamento, o projeto da Intel conhecido como “32-core Keifer” tinha previsão para 2010. Isso mesmo, 32 núcleos em um único processador! Embora nada tenha sido confirmado pela empresa após a mudança de data, ainda sem previsão, isto mostra que a tecnologia para a elaboração do componente já está bastante próxima, provavelmente a empresa esbarrou na complexidade exigida dos demais componentes.
Assim como um processador quad core não desenvolveria seu potencial ao trabalhar com memórias DDR, jamais seria possível administrar 32 cérebros simultâneos com o padrão atual de hardwares. A forma com que o processamento é lidado pela máquina também precisa evoluir para se tornar compatível, somente então trabalhar com um processador de 32 núcleos se tornará uma realidade.
Para que tantos núcleos?
Como dito, o conceito de um processador multicore é ligeiramente diferente de um processador comum, este pode se dedicar a várias tarefas diferentes ao mesmo tempo. Também é fato que após uma grande disputa com a Intel, a AMD acabou comprando a ATI (desenvolvedora de placas gráficas). Consegue imaginar o resultado disto? A resposta está na fusão CPU-GPU (do processador com a placa gráfica), chamado pela empresa de AMD Fusion ou simplesmente Fusion.
Trata-se basicamente em dedicar alguns dos núcleos do processador central para os cálculos e aplicação de efeitos dos vídeos e gráficos em 3D, já que os núcleos “genéricos” desempenham muito mal esta tarefa. Se levarmos em conta que o setor das GPUs é um dos pioneiros em demanda de tecnologia, desenvolver um processador híbrido como este seria capaz de elevar o potencial gráfico a um novo patamar.
Então quando é que eles chegam?
A fusão CPU-GPU é recente demais para se incorporar à geração atual de componentes e a previsão atual para o projeto AMD Fusion é para a segunda metade de 2011. O fato é que esta fusão só deverá sair do papel em estruturas de processamento menores que 45 nm e em processadores de 8 núcleos.
Aguardam-se para 2012 os processadores de 22 nm, somente então será possível imaginar os 16-cores entrando em ação. Já os processadores de 32 núcleos, previstos inicialmente para 2010, não deverão chegar antes de 2013 ou 2014, mas estas previsões estão longe demais para serem precisas. A Intel afirma que processadores com centenas de cores ainda virão, e que provavelmente chegarão antes do que se imagina.
Há poucos anos atrás, imaginar um processador trabalhando com mais de um núcleo parecia loucura, pois estamos diante dos octo core e aguardando a chegada dos que possuem 12, 16 ou até mesmo 32 núcleos. Além de gráficos estupendos com a fusão gráfica, o que mais tantos processadores poderão nos oferecer no futuro? Será possível dedicar um processador diferente para cada uma das atividades do computador?
Fonte - Rodrigo Prada (Baixaki)